segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Escolhas

Na maior parte da nossa vida temos que escolher. Qual roupa colocar, com que calçado ir, qual caminho tomar, que comida comer. Escolhas como as que acabei de citar são fáceis e indolores, mas muitas outras escolhas forçadas machucam.

Há dois anos sou bacharela em Matemática e há um ano larguei a Licenciatura. A melhor decisão foi ter largado a Licenciatura, assim como a pior escolha foi ter preferido a Licenciatura ao Bacharelado em Física. Profissionalmente falando, essas decisões podem pesar, porém qualquer possível arrependimento não ultrapassa âmbitos profissionais: não morri e não morrerei por isso. Academicamente falando, eu não tenho do que me arrepender - ok, talvez ter estudado um pouco mais no início da graduação, mas tudo bem.

Já quando olhamos para a pessoa por trás dessas escolhas, alguma coisa sempre não está boa. Meus velhos amigos foram deixados para trás por ter escolhido o trabalho, novos amigos também foram esquecidos por nunca ter tempo para me dedicar a eles. Sim, é preciso dedicação para manter relacionamentos!

Coisas inanimadas também sofrem abandonos e quando você olha para trás e percebe que sua vida pessoal andou para trás na mesma proporção que a profissional andou para frente, tudo deixa de fazer sentido. As escolhas já não mais valeram a pena. "E se...", você frequentemente dirá.

Como o tempo não volta, as suas escolhas serão uma via de mão única e as consequências, muitas vezes, serão irreversíveis.

Hoje eu me vejo num mar de arrependimentos. De coisas que eu fiz, de coisas que não fiz e de coisas que terei que fazer para alcançar um objetivo maior.

E na real? Incomoda e chega a doer.

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