Na maior parte da nossa vida temos que escolher. Qual roupa colocar, com que calçado ir, qual caminho tomar, que comida comer. Escolhas como as que acabei de citar são fáceis e indolores, mas muitas outras escolhas forçadas machucam.
Há dois anos sou bacharela em Matemática e há um ano larguei a Licenciatura. A melhor decisão foi ter largado a Licenciatura, assim como a pior escolha foi ter preferido a Licenciatura ao Bacharelado em Física. Profissionalmente falando, essas decisões podem pesar, porém qualquer possível arrependimento não ultrapassa âmbitos profissionais: não morri e não morrerei por isso. Academicamente falando, eu não tenho do que me arrepender - ok, talvez ter estudado um pouco mais no início da graduação, mas tudo bem.
Já quando olhamos para a pessoa por trás dessas escolhas, alguma coisa sempre não está boa. Meus velhos amigos foram deixados para trás por ter escolhido o trabalho, novos amigos também foram esquecidos por nunca ter tempo para me dedicar a eles. Sim, é preciso dedicação para manter relacionamentos!
Coisas inanimadas também sofrem abandonos e quando você olha para trás e percebe que sua vida pessoal andou para trás na mesma proporção que a profissional andou para frente, tudo deixa de fazer sentido. As escolhas já não mais valeram a pena. "E se...", você frequentemente dirá.
Como o tempo não volta, as suas escolhas serão uma via de mão única e as consequências, muitas vezes, serão irreversíveis.
Hoje eu me vejo num mar de arrependimentos. De coisas que eu fiz, de coisas que não fiz e de coisas que terei que fazer para alcançar um objetivo maior.
E na real? Incomoda e chega a doer.
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