quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Nascentes das Gerais

Muitas vezes nós tendemos a valorizar apenas as belezas naturais que encontramos no exterior. Praias lindíssimas na Grécia, no Caribe, em Miami. E quando raramente olhamos para o nosso país, pensamos em Fernando de Noronha, as praias nas dunas de Natal, a beleza rústica do Ceará.

Tudo isso que acabei de citar é uma verdade. Se procurarmos fotos de qualquer um desses lugares, encontraremos realmente lugares extraordinários.

Mas e aqueles locais que não possuem praias? Muitos lugares no mundo não são banhados por mar e nem por isso eles perdem a beleza. Cabe a nós, muitas vezes encontrar o tesouro escondido. E, olha, a recompensa é muito maior do que simples imagens podem mostrar.

Num passado não tão longínquo, "descobrimos" uma piscina de água proveniente de uma cachoeira no Sul de Minas Gerais. É um local bem rústico, mas que dá para se refrescar num dia (bem) quente de verão. Nessa semana, em férias, retornei para ir ao mesmo lugar. Porém, os planos mudaram e decidimos ir a um local chamado Pousada do Rio Turvo, na Serra da Canastra.

O local é cheio de canyons e as cachoeiras que passam por eles fazem o barulho que se escuta na rodovia. Na ida, sentido Belo Horizonte, fomos direto ao destino, mas na volta fizemos algumas paradas e pudemos aproveitar um pouco das vistas maravilhosas da região.


A um preço acessível, a pousada oferece quiosques para churrascos e acesso à piscina natural com água do Rio Turvo. A princípio, isso me incomodou um pouco porque a situação hídrica no país é tão crítica que o rio em questão está cerca de 9 metros abaixo do normal (a foto acima ilustra a situação do rio visto da pousada). Porém, a água é retirada do rio, aparentemente o lixo mais grosso é filtrado, vai para a piscina e é jogada novamente no rio.

Na volta, depois de um dia demasiado cansativo, decidimos dar uma olhada no Rio Turvo de cima e a vista é nada menos do que espetacular.


Na estrada sentido São Sebastião do Paraíso, pode-se ver uma cachoeira fantástica no lado direito da rodovia. A foto ficou para outro dia porque de cima não se consegue bater. A descida é um tanto íngreme, mas considerando que crianças subiram com suas famílias, não deve ser tão impossível. Do outro lado, a imagem de um canyon com uma cachoeira começando em sua formação.



Na foto acima dá para ver claramente a formação do canyon, mas não da cachoeira. Ela se forma do lado esquerdo da imagem. Um casal subia da cachoeira e perguntei se o acesso era difícil. Obtive resposta positiva. Infelizmente (ou felizmente) o acesso dessas maravilhas naturais é bem difícil e exige um certo esforço.

Um pouco mais a frente, uma trilha e, curiosa como sou, decidi seguir até um certo ponto seguro e a recompensa foi a melhor de todas.


O que se vê é a formação de um canyon e uma cachoeira. O lado ruim é que ela fica num penhasco de uns 200 metros de altura e sem acesso. Talvez seja melhor assim. O ser humano não está preparado para conviver com a natureza de maneira respeitosa e cuidadosa. O ser humano destrói aquilo que constrói e o que não constrói também.

Muitas outras trilhas na volta provavelmente nos levavam a outras cachoeiras. Estávamos muito cansados para qualquer coisa assim.

Mas eu, como paulistana, recomendo. E peço e oro para que cuidem disso. Porque gostaria muito que outras gerações pudessem descobrir aquilo que eu descobri hoje e fiquei maravilhada.







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