sábado, 21 de novembro de 2015

She used to be mine



I do not know what kind of spell was thrown on me, but what I do know is that I can barely breathe.
And it's not what I asked for
Sometimes life just slips in through back door
And carves out the person
And makes you believe it's all true

And now I've got you
It has been incredibly challenging to just get by. I am remembering that old girl I used to be, that cheerful kid just wanting to live and help people, and I have just realized that right now I cannot even take care of myself. I miss most things that I used to do and all I do hear back is that I have lots of important things to do and I have to focus. I am broken and I am done asking for help. I am messy and I am lonely most of the time.
And you're not what I asked for
If I'm honest I know I would give it all back
For a chance to start over
And rewrite an ending or two
For the girl that I knew
I was reckless just enough and I would get hurt but would definitely know how to toughen up whenever I was bruised. I would be scared of the life that's ahead of me, until it would finally remind me to fight just a little to bring back the fire in my eyes.

I was certainly imperfect, but was also all of this mixed up and baked in a beautiful pie. She is gone, but she used to be mine...

And I just hope she is just lost somewhere... Please, come back!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Escolhas

Na maior parte da nossa vida temos que escolher. Qual roupa colocar, com que calçado ir, qual caminho tomar, que comida comer. Escolhas como as que acabei de citar são fáceis e indolores, mas muitas outras escolhas forçadas machucam.

Há dois anos sou bacharela em Matemática e há um ano larguei a Licenciatura. A melhor decisão foi ter largado a Licenciatura, assim como a pior escolha foi ter preferido a Licenciatura ao Bacharelado em Física. Profissionalmente falando, essas decisões podem pesar, porém qualquer possível arrependimento não ultrapassa âmbitos profissionais: não morri e não morrerei por isso. Academicamente falando, eu não tenho do que me arrepender - ok, talvez ter estudado um pouco mais no início da graduação, mas tudo bem.

Já quando olhamos para a pessoa por trás dessas escolhas, alguma coisa sempre não está boa. Meus velhos amigos foram deixados para trás por ter escolhido o trabalho, novos amigos também foram esquecidos por nunca ter tempo para me dedicar a eles. Sim, é preciso dedicação para manter relacionamentos!

Coisas inanimadas também sofrem abandonos e quando você olha para trás e percebe que sua vida pessoal andou para trás na mesma proporção que a profissional andou para frente, tudo deixa de fazer sentido. As escolhas já não mais valeram a pena. "E se...", você frequentemente dirá.

Como o tempo não volta, as suas escolhas serão uma via de mão única e as consequências, muitas vezes, serão irreversíveis.

Hoje eu me vejo num mar de arrependimentos. De coisas que eu fiz, de coisas que não fiz e de coisas que terei que fazer para alcançar um objetivo maior.

E na real? Incomoda e chega a doer.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Radioactive

Muitas vezes eu gostaria de ter seguido o caminho normal das coisas. Sei que não estou na pior das situações possíveis e imagináveis e, na verdade, estou muito longe disso. Mas não gosto do que vem acontecendo.

Não sei se é uma questão de ego, não sei se é auto-afirmação... eu só sei o que eu vejo. E machuca tanto ser diminuída a qualquer custo quanto ver a pessoa que você mais confia não acreditar nunca no que diz.

Infelizmente hoje eu sei o que estou dizendo e infelizmente não é coisa da minha cabeça. Eu vi o que aconteceu e sei que errei ao, nesse final de ano, permanecer debaixo das asas de papai.

A minha vontade neste exato momento é dizer que não quero mais, que abro mão dessa "oportunidade" para ser feliz. Porque nenhum dos dois confia no que vou fazer e, pior do que isso, nenhum deles confia no meu conhecimento. Afinal, eu sou só mais uma que, por não ter o título, não passa de mais uma.

Engraçado é que eu passei a minha vida inteira "brigando comigo mesma" para ser a melhor. Hoje eu sei que sempre foi uma via de mão dupla. E que ainda assim "é coisa da minha cabeça". Não tem problema... eu sou vingativa. Eu vou ralar muito para chegar lá e sei que vou conseguir. E quando conseguir, eu vou descontar com juros o que está acontecendo agora.


ATUALIZAÇÃO: Eu tentei ser sensível. Tentei assumir toda a culpa. Disse que era incapaz, disse que tenho medo. Chutei o pau da barraca mesmo. Porque eu passei anos da minha vida sabendo menos e sendo capaz. Não vou deixar qualquer um destruir um auto-conhecimento de anos. Eu sei o que faço e sei que faço bem. The end.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Love song

É engraçado... hoje as mães tentam eliminar aquele desejo do príncipe encantado que as princesas da Disney despertam nas meninas. Até porque eles não existem.

Eu sempre tive uma visão bastante utópica desse assunto e, devido a diversos acontecimentos, passei a desacreditar em qualquer sentimento verdadeiro. Eu me desapeguei de tudo e de todos e passei a viver no meu mundo.

Até que um dia a minha camada de ozônio furou e conseguiram me atingir. Eu encontrei alguém romântico, carinhoso, atencioso... meu príncipe! Que fez questão de dizer à minha mãe que me amava e que cuidaria de mim como a joia mais preciosa do universo (até eu diria isso para ela... pensem numa mulher brava e protetora)!

Algum tempo se passou... e infelizmente eu não tenho mais meu mundo protegido e nem meu príncipe encantado, que parece ter virado um sapo. Eu fico me perguntando onde tudo aquilo foi parar... porque eu continuo fazendo a minha parte, mas o encanto parece ter sumido.

Eu sempre corro atrás do que desejo e o faço desde muito pequena. Mas chega uma hora em que bate aquele cansaço... Acho que cansei se ser trouxa.

sábado, 26 de setembro de 2015

It's all coming back to me now and unfortunately it's not the name of a song.

No começo de março eu passei a viver no inferno e durante 4 meses eu vivi por lá, ou melhor, eu sobrevivi por lá. Em julho eu voltei a poder ser eu mesma. Hoje, dia 26 de setembro, o inferno está de volta.

Dois meses depois da última vez em que senti dor, depois de fazer todas as sessões de fisioterapia, depois de sofrer na academia (que odeio por sinal), depois de tudo isso estou com o tendão supra-espinhal inflamado novamente.

Hoje eu vejo meu futuro profissional em risco, vejo minha vida andando para trás... eu sei como foi duro recuperar todo esse tempo e como estou sofrendo as consequências disso até hoje.

Eu não consigo descrever como estou me sentindo. E não sei o que vai acontecer nos próximos meses. A única coisa que sei é que estou restrita a exercícios aeróbicos e que provavelmente terei que largar a natação.

Eu só queria que fosse um pesadelo... não queria reviver aquilo que eu passei.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Promessas

Uma das coisas mais difíceis para mim é lidar com promessas.

Eu sempre parti do princípio que a minha palavra vale muito e, mais do que isso, diz quem eu sou. Se eu digo que farei algo, pode ter certeza que eu farei, a não ser que algo muito sério aconteça e me impeça de realizar o que foi prometido.

Muitas vezes esse comprometimento com o que digo me prejudica e me machuca muito. Assumo que espero que as pessoas ao meu redor se comportem da mesma maneira e façam o que eu faria. Sei que espero muito e que deveria talvez ser menos exigente. Porém é difícil...

Hoje me vejo obrigada a engolir promessas não cumpridas. Vejo que passei o ano inteiro esperando pela realização de uma promessa que virou simplesmente um "pois é, não vai dar". Preparei-me e me esforcei ao máximo para que esse sonho se realizasse. Neste exato momento vivo com a frustração de ver que o me foi prometido foi dado com prioridade a outra pessoa.


terça-feira, 8 de setembro de 2015

A vida acadêmica: frustrações x recompensas

- Eu imagino um cientista como um cara louco de cabelo em pé, igual ao Einstein.

Essa será a resposta da maioria das pessoas quando perguntadas sobre como elas imaginam um cientista - e quem me dera! É uma visão certamente exagerada, mas não completamente mentirosa.

A vida de um acadêmico não é simples, mesmo a de um simples aprendiz. Você será cobrado por tudo o que acontece e será visto na sociedade como um preguiçoso vagabundo e muitas vezes até imprestável.

Quando aluno de graduação, por mais que as avaliações dos professores sejam muitas vezes injustas, você será cobrado por cada B conquistado. Na solicitação de bolsas para agências de fomento como, no meu caso, a FAPESP, por mais que seu coeficiente de rendimento esteja entre os 5% maiores, aquele C em Transformações Bioquímicas (e um em Topologia, admito) será motivo de reclamação. Você será considerado, no máximo, um aluno regular e não será um aluno merecedor daquela bolsa que, muitas vezes, te permite continuar correndo atrás do sonho de se tornar um pesquisador.

Na pós-graduação a coisa fica ainda pior, onde as suas notas serão o seu calcanhar de Aquiles, pois na pós-graduação "se espera mais" do aluno. Quando as suas notas não são o problema, eles querem ver as suas publicações, que muitas vezes somente chegarão no final do Doutorado ou até mesmo depois de se tornar doutor. Aí você pode me dizer: ok, Priscila, mas eu tenho publicações! Nesse ponto chega o maldito Qualis e eles vão te dizer que as suas publicações são em revistas de pouca qualidade. B1, B2, A1, não importa. São todas de má qualidade. Mas de novo, Priscila, eu só publico na Nature! Ah, mas aí temos a discussão entre "religiões": a sua área de especialidade é marginal, seu projeto é de uma área de pouco interesse na sociedade científica. E após a pós-graduação, essa loucura continua da mesma maneira... você brigando por um financiamento e eles te colocando de todas as maneiras como um lixo.

A frustração não para por aí, porque na hora de escrever e publicar um trabalho, as coisas continuam mais ou menos do mesmo jeito. Seu resultado vai demorar meses ou anos para ficar pronto. Seu orientador vai te cobrar todo santo dia para que entregue os resultados que nem ele sabe chegar. Você vai perder noites de sono, dias pensando somente nisso e não chegará a resultado algum. A sensação de incapacidade vai durar semanas até passar, sensação esta que aparecerá por diversas vezes durante o período. Afinal, você (e todo o resto do mundo) não sabe como e o que fazer para resolver o seu problema! Depois de estudar todos os artigos possíveis e imagináveis relacionados (ou até sem relação) ao seu problema, nada será encontrado. Até que um dia sai... e você percebe que grande porcaria seu resultado é. Ok, ok. Estou sendo muito extremista. Muitas vezes seus resultados serão bons, mas o trabalho e a frustração dos anos "perdidos" descobrindo algo novo será muito grande.
O próximo passo é a saga da publicação do trabalho. O revisor achando que você tem a obrigação de usar o método A enquanto você usou o B. Faz diferença? Não, o resultado é igual! Ou então você recebe um parecer te "obrigando" a colocar coisas um tanto óbvias/absurdas e, quando não feito, seu artigo é rejeitado. A pior situação que me aconteceu até hoje foi ter meu trabalho rejeitado por ele ser muito bom para aquela revista. Alguém consegue me explicar como é que diabos isso acontece?

Poxa, mas de que vale então passar a vida estudando para se tornar um acadêmico? Devo admitir que passei muito tempo me questionando isso e por muito pouco não larguei tudo para, literalmente, trabalhar num Banco. A sociedade brasileira, inclusive, cobra-nos muito por supostamente gastar dinheiro público e "não dar retorno". É árdua a missão de desenvolver a ciência num país que não dá a mínima para o que está sendo feito.

A resposta que hoje eu tenho é que todo segundo gasto em ciência, seja em pesquisa ou em leitura, vale a pena. Vale tanto pelo conhecimento obtido quanto pelas oportunidades únicas que surgem durante todo o processo, desde a iniciação científica. Primeiramente, é indescritível a oportunidade de conhecer pessoas diferentes, pessoas que muitas vezes influenciaram o seu próprio trabalho. Oportunidade de aprender sobre coisas novas ou até mesmo se interessar e - por que não? - engajar uma parceria, seja ela de orientação ou de pesquisa. Essa experiência social é uma das coisas mais preciosas que a vida acadêmica proporciona.

Outro ponto é a possibilidade de conhecer novos lugares. A vida dentro de uma universidade muitas vezes torna a pessoa alienada em termos de não conhecer realidades diferentes em locais diferentes. A consequência mais óbvia disso é a ausência de um pensamento crítico mais aguçado e presente. A parte prática boa de conhecer outros lugares são as viagens para os diversos locais aonde eventos acontecem. Por exemplo, eu escrevo este post de Vitória, capital do nosso querido Espírito Santo, onde apresentei um trabalho no III CMAC Sudeste. Já estive em Águas de Lindóia (SP), Uberlândia (MG), Natal (RN), Waterloo (Canadá) e Madri (Espanha), sem contar com os diversos encontros locais que participei. Realizei dois sonhos em um ao ir ao Canadá e depois ao aproveitar para passar o final de semana em NY. Estive no Top of the Rock, conheci o Metropolitan Opera, estive na sede da Juilliard e da NYU, passei minha tarde de domingo no Central Park, após uma breve visita a State Island. Passei dias agradabilíssimos em Madri e, artisticamente falando, tive a experiência mais impressionante possível ao conhecer o famoso quadro de Pablo Picasso relatando a guerra civil espanhola: Guernica. Sempre com muita dedicação e quase nada de brilhantismo (não, ser brilhante não é necessário para se tornar doutor), eu pude aproveitar cada um desses momentos e desfrutar momentos de turista enquanto trabalhei arduamente.

Na questão de conhecer pessoas, conheci pessoas como Stephen Anco, aquele cujo livro me iniciou nas Simetrias de Lie, Maria Gandarias, Khalique Masood e os medalhistas Fields Cedric Villani e Charles Fefferman. Além disso, conseguimos colaborar com o professor Anco num trabalho que será publicado em breve no Journal of Mathematical Physics. Volto a dizer que essas coisas são conquistadas basicamente com muito esforço, sem precisar ser um gênio.

A maior conquista, todavia, foi a indicação do meu trabalho, ainda no mestrado, ao prêmio de melhor desenvolvimento da Matemática para doutorandos. Representei meu país - com muito orgulho - da melhor maneira possível na 10th AIMS Conference em Madri, 2014. Apesar de não ter conquistado o prêmio ou até mesmo uma menção honrosa, foi uma das melhores sensações que eu já senti na vida. Eu aprendi muito, conheci outas opiniões sobre o que estava fazendo, recebi dicas sobre aplicações possíveis do que estava estudando e estive muito próxima do meu "futuro novo orientador" (esse tópico abordarei em breve).

Desta forma, sempre haverá frustrações e muitas vezes elas te trarão a vontade de desistir. Mas o trabalho árduo trará recompensas muitas vezes quase impossíveis quando em alguma outra área. Mais do que isso, vale a pena batalhar pelo desenvolvimento da nossa ciência não somente pelas recompensas explícitas, mas também pelo prazer de ver pessoas se interessando pelo que faz, pela satisfação de ajudar, de alguma forma, o crescimento e auto-conhecimento da ciência

terça-feira, 18 de agosto de 2015

No pain no gain?

Na primeira metade de março de 2015 comecei a sentir algumas dores no braço direito. Elas começaram no bíceps ao levantar minha mochila numa tarde das minhas jornadas de trem rumo à UFABC. Naquela mesma tarde eu fiz minha atividade física predileta, natação, visto que já havia sentido algo parecido antes e o tal do Dorflex resolveu a situação em pouquíssimos dias. O grande problema é que no dia seguinte a dor já se instalava no braço inteiro. Movimentos laterais ou para trás eram impossíveis e era como se uma faca estivesse furando meu braço por dentro.

Ao procurar um ortopedista no Pronto-Socorro, o atendimento foi padrão: ninguém examina nada e taca-lhe anti-inflamatório para combater a tendinite. Após o medicamento e duas semanas de molho, a dor ficava pior, causando dormência e formigamento da minha mão direita.

Novamente no Pronto-Socorro, o ortopedista, que continuou sem me examinar, surgiu com uma nova teoria: Síndrome do Túnel do Carpo. Esse problema, para quem não conhece, é uma lesão por esforço repetitivo que é causada pela compressão do nervo médio do canal do carpo (basicamente é o nervo que se encontra bem no centro do nosso braço). O grande problema é que o tratamento é via injeção de corticóides, que não estavam causando resultado algum, ou cirúrgico. A cirurgia consiste em romper os ligamentos da mão para descomprimir o nervo. Tempo de recuperação? Mínimo de 6 meses.

Conseguem imaginar o meu sofrimento até ver que o resultado da eletroneuromiografia deu negativo para Síndrome do Carpo? De forma alguma eu poderia esperar mais pelo menos 6 meses para voltar a escrever!

Ah, acho que faltou estabelecer esse paralelo. Enquanto isso, eu cursava a disciplina de qualificação do Doutorado chamada Análise Funcional e não conseguia escrever...

Estava desde março sem conseguir escrever e algumas coisas foram "feitas" até o mês de junho. Um Raio-X do meu braço deu limpo para fraturas e hérnias e um ultrassom do pulso e do ombro revelou uma tendinite do tendão supra-espinhal.

Mais anti-inflamatórios e nem mais forte deles (Diprospan) aliviava a minha dor. Eu já não conseguia comer com a mão direita, pentear o cabelo, tomar banho, trocar de roupa.

Julho chegou e eu finalmente tive consulta com a minha querida clínico-geral. E foi aonde começamos a perceber a precariedade do sistema de saúde do nosso Brasil... Após milhares de testes, ela me pediu uma Ressonância Magnética do ombro direito. Para se ter uma ideia, uma RM leva 1 ano para ser marcada pelo SUS... e então eu decidi pagar por ela (retirando minha guia no posto). Não sei exatamente por que motivo, os responsáveis não me deixaram pagar a agendaram a RM numa clínica particular em menos de uma semana. Resultado: lesão de Hill-Sachs no ombro direito e tendinite no supra-espinhal. Como é que eu tinha uma fratura no ombro sem trauma? No mínimo esquisito.

Dizem as más línguas que esse tipo de lesão pode ocorrer com gente que 1. sofreu trauma forte e 2. idosos com algum problema nos ossos. Ok, eu sabia que já estava meio idosa, mas não era para tanto...

Já na UFABC, eu tinha a disciplina atrasada e uma outra coisa quase sem importância: um aceite da Universidade de Kent para passar nove meses de 2016 pesquisando lá. Para isso, eu precisava fazer o IELTS e tirar uma nota mínima. Mas assim... eu não conseguia escrever!

Levando de volta à minha médica, a esquisitice do caso trouxe à tona meu histórico familiar. Minha mãe teve um fibro-sarcoma raro enraizado no osso do lado direito do rosto e por isso ela me pediu uma cintilografia óssea, que, tirando a bizarrice de tomar contraste no pé, foi bem tranquila e deu negativa para qualquer tipo de câncer. No final das contas, eu tinha uma tendinite que permanecia em mim por quase 4 meses e uma fratura no ombro que só Deus sabia de onde tinha vindo...

Descrente dos ortopedistas de SP e vendo que a única boa alma era minha clínico-geral, que por sua vez também não podia fazer muito mais, decidi procurar uma segunda opinião de um ortopedista especialista em ombro. Ao mostrar minha RM, ele afirmou: você pode ter qualquer coisa, menos Hill-Sachs. E então me pediu para fazer outra RM num lugar específico, RM esta que acabou com as minhas economias. Eu não tinha fratura no ombro, mas tinha todos os tendões do manguito rotador inflamados. Além disso, a RM revelou o que a minha musculatura é ridícula.

O que acontece é que meus membros superiores e inferiores são alongados e eu tenho dificuldade em ganhar massa muscular ou fortalecer tendões: meu corpo é ectomorfo. Com isso, para que não acontecesse novamente eu precisava urgentemente fortalecer até a minha alma (ha!).

A fisioterapia veio, seguida de muita dor. Retomei minhas atividades, fiz o IELTS e ontem comecei a academia. Dia 7 de agosto fiz a primeira prova (atrasada) de Análise Funcional e sexta-feira felizmente termino com a segunda prova.

Não foi e não está sendo fácil, mas hoje eu vejo um final para os últimos 6 meses. Consegui a nota que precisava no IELTS, acho que vou atingir pelo menos um B em Análise Funcional (me livrando do Exame de Qualificação) e vou seguir com a minha vida normalmente.

Hoje (quase) não sinto mais dor. De vez em quando incomoda, principalmente quando eu passo grandes períodos escrevendo. Mas felizmente parece que toda a aura ruim foi embora... Hoje eu respiro aliviada com um braço (quase) saudável que consegue até jogar tênis.

domingo, 9 de agosto de 2015

Light-years away...

Aparentemente eu sou nômade quando o assunto é blog: nunca me fixo em um por muito tempo. Muitas vezes porque eu simplesmente me canso, outras porque as pessoas me descobrem. Duh, mas por que não criar um heterônimo? Não seria necessário criar, apenas usar um deles. Pois bem, não é bem a minha intenção, pois sou uma pessoa real, com interesses e intenções reais. Obviamente que com real não me refiro à moeda do Brasil e tampouco ao corpo mais utilizado na Matemática.

Primeiramente, eu gostaria de declarar o meu desejo em ter uma imagem de fundo com um black hole. Dito isso, queria esclarecer alguns pontos:

  1. De Física eu entendo pouco (mais que engenheiros, assumo). A minha maior frustração (no momento) na vida é ter tentado seguir a Licenciatura em Matemática como minha segunda graduação ao invés do Bacharelado em Física
  2. Interstellar sea é parte da letra de minha música favorita (no momento), chamada Cassiopeia e interpretada por Sara Bareilles.
  3. Os posts serão randomicamente escritos em português, inglês e quem sabe um tico de francês (por que não?). Depende unicamente da minha vontade, bom humor e necessidade.

Esses últimos 10 meses têm sido bem difíceis. E pretendo falar, em especial, sobre algumas das coisas que aconteceram nesse período e que consequências elas trouxeram e ainda trarão para a minha vida.

Que dure mais do que da última vez. E que seja menos traumático do que o saudoso Bluebird.